Têm que admitir, trabalhar com missangas é uma emoção, uma aventura digna de um conto de Júlio Verne! Nunca sabemos como terminará nem que maravilhosos lugares e personagens vamos encontrar. A busca pelas continhas perdidas são como caças ao tesouro, que nos transportam a locais mágicos, inóspitos, desconhecidos, alguns deslumbrantes, outros verdadeiros antros fantasmagóricos, vestidos de véus brancos tecidos por aracnídeos, e onde deambulam volumosas bolas cinzentas de pó e tudo o mais que foge à frente do famigerado monstro chamado "aspirador". E por vezes temos a sorte de um encontro do terceiro grau com os habitantes desses sítios escuros e esquecidos pela humanidade.
Emocionante mesmo é o momento do achado histórico, aquele momento em que deparamos com o desaparecido botão daquele casaco lindo e que não existia em nenhuma retrosaria. E há ainda o achado fóssil: aquela pintarola que se escapou do tubinho e à qual a erosão das forças da natureza arrancou parte da capa colorida que a revestia e a deformou num objecto cinza-acastanhado rugoso. Têm que experimentar esta emoção única que é trabalhar com missangas! Garanto-vos momentos inesquecíveis!
O resultado da minha aventura à Julio Verne. Um colar de missangas brancas, rosa, violeta e cristal, contas e pendente em vidro. Curto, para usar com o decote que se exige nesta época do ano.


